Pi – um filme cru mas excelente obra

Pi – um filme cru mas excelente obra.Pi O Filme é baseado em uma estória espetacular sobre um gênio matemático, Max Cohen, que vive em função da matemática. Sua obsessão quase doentia por números e sua busca por padrões em praticamente tudo que enxerga e sente interfere na sua vida social. A cada dia que passa, ele se isola cada vez mais em seu mundo, afastando-se dos amigos mais próximos. Cohen se concentra nos números, principalmente quando decide achar um padrão para a bolsa de valores. Ele tem ataques mentais, alucinações e dores fortes. Ele vê as coisas a sua volta de um jeito completamente diferente de qualquer outra pessoa.

O personagem [Max Cohen] foi baseado nos irmãos David e Gregory Chudnovsky, que nos anos 90 projetaram e construíram, em seu apartamento em Nova Iork, um computador com peças compradas pelo correio, com o qual pretendiam calcular o valor de PI [3,1416…] com a maior precisão de dígitos possível.

Max dá a tônica de sua procura, e do próprio filme, quando diz que a matemática é a linguagem da natureza.

A busca de padrões matemáticos que tornassem qualquer acontecimento previsível, do ciclo das chuvas ao crescimento dos pés de milho, desde sempre foi uma busca humana, tanto pelas possibilidades de grandeza que abriam [como a construção de templos maiores] quanto pelas facilidades práticas que criavam para o dia a dia. Por exemplo, já os gregos conheciam e usavam a chamada razão dourada, conhecida pela letra fi, em homenagem ao escultor grego Fídias, que a usou em suas obras. Fi, aproximadamente 1.618, é conhecido como razão dourada pela quantidade imensa de vezes em que se manifesta na natureza. A partir da construção de “retângulos dourados” [retângulos onde a razão da base pela altura é igual a 1.618] onde a base do próximo retângulo é sempre igual, em comprimento, à altura do anterior, é possível desenhar uma espiral, conhecida como a “espiral dourada”, que aparece na natureza em caracóis, redemoinhos, chifres de bodes… No corpo humano, a razão dourada aparece entre o comprimento das falanges e das falangetas dos dedos da mão, e em várias proporções do rosto.

No filme, a obsessão de Max Cohen com a razão dourada é expressa por closes em conchas marinhas, pelo desenho espiralado de creme derretendo na superfície de uma xícara de café, ou da fumaça de um cigarro se desfazendo no ar, ou mesmo em uma foto da própria galáxia, que também se assemelha a uma espiral. Para Max, “se fomos criados por uma espiral, e vivemos em espirais, tudo que podemos criar são espirais”.

Max finalmente encontra um padrão universal em suas pesquisas lidando com a bolsa de valores e logo é descoberto por um grupo da Wall Street que deseja ganhar dinheiro em cima de sua descoberta, ao mesmo tempo, um grupo de judeus acha que o que Max encontrou foi na verdade um padrão no Torá então ambos tentam fazer com que Max lhe explique sobre sua descoberta.

Porém Max é aconselhado pelo seu mentor Sol Robeson a tomar cuidado, pois sua pesquisa pode levá-lo a consequências muito graves

  • Ganhou o Prémio de Melhor Argumento Iniciante, no Independent Spirit Awards. Foi ainda nomeado em outras duas categorias:
    • Melhor Fotografia
    • Melhor Filme de Estreia
  • Ganhou o Prémio de Melhor Realizador – Drama no Sundance Film Festival
  • Ganhou o prémio de Menção Especial no Málaga International Week of Fantastic Cinema na categoria de:
    • Argumento (Darren Aronofsky)
  • Ganhou o prémio dos Realizadores no Sundance Film Festival na categoria de:
    • Drama (Darren Aronofsky)
  • Ganhou o prémio FIPRESCI – Menção Especial no Thessaloniki Film Festival na categoria de:
    • Competição Internacional (Darren Aronofsky)

Artigo extraído do site http://goo.gl/2WfDZW

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